ESG além do discurso: o impacto social começa com oportunidades reais

Atualizado: 18 de set.

Durante algum tempo, falar em ESG foi quase sinônimo de meio ambiente.
Redução de emissões, uso responsável de recursos e gestão de resíduos ganharam espaço nas estratégias corporativas, com razão. Entretanto, uma política ESG consistente não pode deixar o componente social em segundo plano.
A letra “S” diz respeito à maneira como uma organização se relaciona com as pessoas: trabalhadores, fornecedores, consumidores e comunidades. Inclui direitos humanos, diversidade, inclusão, segurança, desenvolvimento profissional e geração de oportunidades.
É justamente nesse ponto que a formação e a inclusão produtiva de jovens assumem relevância estratégica.
Um desafio que ainda envolve milhões de jovens
Os dados mais recentes do IBGE mostram que o Brasil tinha 46,6 milhões de jovens entre 15 e 29 anos em 2025. Desse total, 17,5% não trabalhavam, não estudavam e não participavam de atividades de qualificação aproximadamente 8,2 milhões de pessoas.
Embora o indicador tenha melhorado em relação aos 18,5% registrados em 2024, o número continua elevado e revela um desafio que não pode ser atribuído apenas ao poder público ou às famílias. A inclusão produtiva da juventude também exige a participação responsável das empresas.
Ao mesmo tempo, a Aprendizagem Profissional demonstra sua capacidade de mobilização. Em 2025, o país se aproximou de 700 mil contratos ativos de aprendizagem. O Ministério do Trabalho e Emprego destaca que esse modelo combina formação teórica e experiência prática, assegurando aos jovens registro profissional e direitos trabalhistas e previdenciários.
Quando o social deixa de ser promessa
Contratar jovens aprendizes não deve ser compreendido somente como o atendimento a uma obrigação legal. Quando há formação adequada, acompanhamento e integração com a cultura organizacional, a aprendizagem pode se tornar parte da estratégia social da empresa.
Essa atuação contribui diretamente para temas relacionados ao ESG:
inclusão produtiva e geração de renda;
qualificação e desenvolvimento profissional;
diversidade e renovação dos ambientes de trabalho;
fortalecimento das comunidades;
prevenção da vulnerabilidade social;
formação de novos talentos.
O Pacto Global da ONU — Rede Brasil lembra que uma organização comprometida com ESG precisa reconhecer seus impactos positivos e negativos sobre a sociedade, reduzir os efeitos adversos e ampliar aqueles que geram valor.
Na prática, isso significa transformar compromissos públicos em iniciativas verificáveis.
A experiência da APAR
Há 40 anos, a APAR atua na preparação e na inserção de jovens no mercado de trabalho. Ao longo dessa trajetória, mais de 22 mil jovens foram encaminhados para oportunidades profissionais, por meio de um trabalho que aproxima formação, acompanhamento e realidade empresarial.
Para as organizações parceiras, essa conexão representa uma forma estruturada de contribuir para a inclusão produtiva, fortalecer a responsabilidade social empresarial e construir um legado que pode ser percebido nas trajetórias profissionais iniciadas.
O ESG começa a produzir valor quando deixa de existir apenas nos compromissos institucionais e passa a fazer parte das decisões cotidianas da empresa. Abrir a primeira porta profissional para um jovem é uma dessas decisões.
Sua empresa deseja fortalecer sua atuação social e investir na formação de novos talentos? Converse com a APAR e conheça as possibilidades de parceria.



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